quinta-feira, 23 de abril de 2020

1º BIMESTRE - DIDÁTICA - INFLUÊNCIAS RELEVANTES PESTALOZZI

JOHANN HEIRICH PESTALOZZI (1746 A 1827)

Marquei no texto as partes mais importantes! Leia com atenção!






Quem foi Pestalozzi?


Pestalozzi nasceu em Zuriqui a 12 de janeiro de 1746 e faleceu em Brugg a 17 de de fevereiro de 1827. Estudou línguas, Teologia, Direito e História. Foi um grande educador da Suíça e responsável pela reforma educacional no país.

A leitura de Emílio de Rousseau, levou-o a divulgar e aplicar as ideias pedagógicas expostas nessa obra, considerando que a solução para os problemas sociais deveria ser procurada na reforma do ensino. dedicou-se, particularmente, à instrução das crianças pobres. As escolas que abriu e suas numerosas obras (livros) atraíram a atenção de professores estrangeiros que, depois de observarem seus métodos, divulgaram-nos mundialmente.

Voltou-se principalmente para o ensino elementar, por considerá-lo fundamental para o desenvolvimento do ser humano. Em 1774 abriu uma escola para crianças desamparadas da aldeia de Neuhof, onde pode aplicar com sucessos, suas ideias. Preocupou-se em dar-lhes formação profissional, ainda que rudimentar, que lhes permitisse, mais tarde, ter vida independente e produtiva.

Em 1805 fundou em Yverdon uma instituição que recebia crianças de todas as partes da Europa e funcionava também como centro de formação de professores. Durante vinte anos, esse centro divulgou suas ideias e seu programa revolucionário de ensino.

O currículo por ele criado, para o ensino elementar, dava ênfase ao entendimento oral, à geografia, à aritmética, às artes manuais, ao conto e às atividades de grupo e ao contato com a natureza.

Entendia que o desenvolvimento mental se processava de acordo com uma lei de complexidade crescente, sendo assim, seu plano de ensino era cuidadosamente graduado, que dava margem à manifestação das diferenças individuais. Seu método era baseado no processo indutivo, partindo de experiências concretas para estimular a observação e o raciocínio. (Vamos acrescentar também aqui, o processo intuitivo que estudaremos mais tarde!)

O processo indutivo parte das observações. Por isso, para Pestalozzi as atividades dos alunos deviam se iniciar com o conhecimento dos objetos, ou seja, a exploração do meio, caminhando do simples até chegar aos conhecimentos mais complexos, partindo do conhecido para o desconhecido, do concreto para o abstrato, do particular para o geral. No entanto, esse partir do particular para o geral, não é visto como uma questão conceitual no campo da abstração, mas da ação do educando através das percepções sensoriais, incluindo tocar, olhar, ouvir, comparar e analisar. Por meio da observação e da investigação, estimula-se os processos cognitivos do educando na busca da compreensão, da aprendizagem do que observa e explora integralmente.

Seu método pedagógico era baseado nos interesses naturais do aluno, de acordo com a evolução do seu psiquismo, de modo que o aluno reduzisse o esforço despendido no processo de aprendizagem, por isso, deu grande importância ao método intuitivo, e dizia que era preciso psicologizar a educação.

 Vamos conhecer alguns aspectos principais sobre a contribuição de Pestalozzi:

1) A observação ou percepção sensorial (intuição) é a base da instrução.

2) A linguagem deve estar sempre ligada à observação (intuição) , isto é, ao objeto ou conteúdo. 

3) O mestre deve respeitar a individualidade do aluno. 

4) O ensino deve ter por alvo o desenvolvimento e não a exposição dogmática.

5) Em qualquer ramos, o ensino deve começar pelos elementos mais simples e proceder, gradualmente, de acordo com o desenvolvimento da criança, esto é, em ordem psicológica. 

Livro: Fundamentos da Educação. Autores Gilberto Cotrim e Mário Parisi. Editora Saraiva













Reportagem Revista Nova Escola

outubro/2008


Antecipando concepções do movimento da Escola Nova, que só surgiria na virada do século 19 para o 20, Pestalozzi afirmava que a função principal do ensino é levar as crianças a desenvolver suas habilidades naturais e inatas. "Segundo ele, o amor deflagra o processo de auto-educação", diz a escritora Dora Incontri, uma das poucas estudiosas de Pestalozzi no Brasil. 



 A escola idealizada por Pestalozzi deveria ser não só uma extensão do lar como inspirar-se no ambiente familiar, para oferecer uma atmosfera de segurança e afeto. Ao contrário de muitos de seus contemporâneos, o pensador suíço não concordava totalmente com o elogio da razão humana. Para ele, só o amor tinha força salvadora, capaz de levar o homem à plena realização moral - isto é, encontrar conscientemente, dentro de si, a essência divina que lhe dá liberdade. "Pestalozzi chega ao ponto de afirmar que a religiosidade humana nasce da relação afetiva da criança com a mãe, por meio da sensação de providência", diz Dora Incontri.



Inspiração na natureza
A vida e obra de Pestalozzi estão intimamente ligadas à religião. Cristão devoto e seguidor do protestantismo, ele se preparou para o sacerdócio, mas abandonou a ideia em favor da necessidade de viver junto da natureza e de experimentar suas ideias a respeito da educação. Seu pensamento permaneceu impregnado da crença na manifestação da divindade no ser humano e na caridade, que ele praticou principalmente em favor dos pobres.
A criança, na visão de Pestalozzi, se desenvolve de dentro para fora - ideia oposta à concepção de que a função do ensino é preenchê-la de informação. Para o pensador suíço, um dos cuidados principais do professor deveria ser respeitar os estágios de desenvolvimento pelos quais a criança passa. Dar atenção à sua evolução, às suas aptidões e necessidades, de acordo com as diferentes idades, era, para Pestalozzi, parte de uma missão maior do educador, a de saber ler e imitar a natureza - em que o método pedagógico deveria se inspirar. 

 Pestalozzi aplicou em classe seu princípio da educação integral - isto é, não limitada à absorção de informações. Segundo ele, o processo educativo deveria englobar três dimensões humanas, identificadas com a cabeça, a mão e o coração. O objetivo final do aprendizado deveria ser uma formação também tripla: intelectual, física e moral. E o método de estudo deveria reduzir-se a seus três elementos mais simples: som, forma e número. Só depois da percepção viria a linguagem. Com os instrumentos adquiridos desse modo, o estudante teria condições de encontrar em si mesmo liberdade e autonomia moral. Como alcançar esse objetivo dependia de uma trajetória íntima, Pestalozzi não acreditava em julgamento externo. Por isso, em suas escolas não havia notas ou provas, castigos ou recompensas, numa época a em que chicotear os alunos era comum. "A disciplina exterior, na escola de Pestalozzi, era substituída pelo cultivo da disciplina interior, essencial à moral protestante", diz Alessandra Arce.

 

Bondade potencial
Tanto a defesa de uma volta à natureza quanto a construção de novos conceitos de criança, família e instrução a que Pestalozzi se dedicou devem muito a sua leitura do filósofo franco-suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), nome central do pensamento iluminista. Ambos consideravam o ser humano de seu tempo excessivamente cerceado por convenções sociais e influências do meio, distanciado de sua índole original - que seria essencialmente boa para Rousseau e potencialmente fértil, mas egoísta e submissa aos sentidos, para Pestalozzi.
"A criança, na concepção de Pestalozzi, era um ser puro, bom em sua essência e possuidor de uma natureza divina que deveria ser cultivada e descoberta para atingir a plenitude", diz Alessandra Arce, professora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. O pensador suíço costumava comparar o ofício do professor ao do jardineiro, que devia providenciar as melhores condições externas para que as plantas seguissem seu desenvolvimento natural. Ele gostava de lembrar que a semente traz em si o "projeto" da árvore toda.
Desse modo, o aprendizado seria, em grande parte, conduzido pelo próprio aluno, com base na experimentação prática e na vivência intelectual, sensorial e emocional do conhecimento. É a ideia do "aprender fazendo", amplamente incorporada pela maioria das escolas pedagógicas posteriores a Pestalozzi. O método deveria partir do conhecido para o novo e do concreto para o abstrato, com ênfase na ação e na percepção dos objetos, mais do que nas palavras. O que importava não era tanto o conteúdo, mas o desenvolvimento das habilidades e dos valores.

Biografia
Johann Heinrich Pestalozzi nasceu em 1746 em Zurique, na Suíça. Na juventude, ele abandonou os estudos religiosos para se dedicar à agricultura. Quando a empreitada se tornou o primeiro de muitos fracassos materiais de sua vida, Pestalozzi levou algumas crianças pobres para casa, onde encontraram escola e trabalho como tecelãs, aprendendo a se sustentar. Alguns anos depois, a escola se inviabilizou e Pestalozzi passou a explorar suas idéias em livros, entre eles Os Crepúsculos de um Eremita e o romance Leonardo e Gertrudes. Uma nova chance de exercitar seu método só surgiu quando ele já tinha mais de 50 anos, ao ser chamado para dar aulas aos órfãos da batalha de Stans. Mais duas experiências se seguiram, em escolas de Burgdorf e Yverdon. Nesta última, que existiu de 1805 a 1825, Pestalozzi desenvolveu seu projeto mais abrangente, dando aulas para estudantes de várias origens e comandando uma equipe de professores. Divergências entre eles levaram a escola a fechar. Yverdon projetou o nome de Pestalozzi no exterior e foi visitada por muitos dos grandes educadores da época.



 
Um liberal na Era das Revoluções

Embora durante a maior parte de sua vida Pestalozzi tenha escolhido viver em relativo isolamento, com a mulher e um filho que morreu aos 31 anos, ele nunca se alienou dos acontecimentos de sua época - chamada pelo historiador britânico Eric Hobsbawn de "Era das Revoluções". Na juventude, Pestalozzi militou num grupo que defendia a moralização da política suíça. Mais tarde, por simpatizar com o pensamento liberal e republicano, se alinhou aos defensores da Revolução Francesa. Em 1798, os franceses, em apoio aos republicanos suíços, passaram a sufocar os focos de resistência à nova ordem no país vizinho, e levaram à frente um massacre na cidade de Stans. Pestalozzi, embora chocado com os acontecimentos, atendeu à convocação do governo e montou uma escola para os órfãos da batalha, que acabou sendo uma de suas experiências pedagógicas mais produtivas. Pestalozzi não foi um iluminista típico, até por ser religioso demais para isso. Por outro lado, a importância que dava à vivência e à experimentação aproximam seu trabalho de um pioneiro enfoque científico para a educação, num reflexo da defesa da razão que caracterizou o "século das luzes". "A arte da educação deve ser cultivada em todos os aspectos, para se tornar uma ciência construída a partir do conhecimento profundo da natureza humana", escreveu Pestalozzi.

Para pensar
A pesquisadora Dora Incontri vê na obra dos filósofos da educação anteriores ao século 19 uma concepção do ser humano "mais integral" do que a que passou a prevalecer então. Segundo Dora, naquela época a ciência, incluindo a pedagogia, se tornou materialista. "Pensadores como Pestalozzi levavam em conta aspectos hoje negligenciados, como o espiritual. " Ela lamenta a ausência dessa dimensão. No seu dia a dia na escola ou em seus estudos sobre educação, você já sentiu a sensação de que falta algo à teoria pedagógica? Chegou a pensar que carência é essa? De que forma ela se reflete na prática?



SOBRE O MÉTODO INTUITIVO





Método de ensino que surgiu na Alemanha no final do século XVIII . divulgado pelos discípulos de Pestalozzi no decorrer do século XIX na Europa e nos Estados Unidos.

        Segundo Valdemarin (2004), as lições de coisas abrangiam três acepções: levar o aluno a adquirir uma ideia abstrata , colocando um objeto concreto diante dele; educar através dos cinco sentidos, fazendo o aluno ver, observar, tocar e discernir as qualidades de alguns objetos; mostrar o conhecimento e fatos utilizando a natureza e a indústria, apreendendo uma coisa e o seu nome, um fato e a sua expressão, um fenômeno e o seu termo designante.

      O método intuitivo utilizava os objetos como suporte didático e os sentidos possibilitavam  a produção de ideias, iniciando do concreto e ascendendo à abstração. Os sentidos deveriam ser educados para obter o conhecimento, passando da intuição dos sentidos para a intuição intelectual.

           Foram propostos novos materiais didáticos (gravuras, objetos de madeira, caixas para o ensino das cores e das formas, etc.), museus pedagógicos e novas atividades para serem desenvolvidas em sala de aula. Os livros ganharam uma nova função, não servindo mais como instrumento para a memorização dos alunos, e sim como manuais didáticos, destinados à formação dos professores, orientando sobre a estrutura das aulas e  a ordenação das atividades.

 

  Entre as inovações vinculadas ao método de ensino intuitivo, estão a proposição que a escola deva ensinar coisas vinculadas à vida, aos objetos e fatos presentes no cotidiano dos estudantes, introduzindo assim os objetos didáticos como elementos imprescindíveis à formação das ideias. (...) A introdução dos objetos didáticos na educação tem um caráter lúdico, mas também disciplinador: um elemento novo em sala de aula torna-se o centro da atenção das crianças, instaurando assim algo que é comum a toda a classe de alunos e ao professor, é aquilo que os une no caminho do conhecimento. Mas, acima disso, traz consigo a possibilidade de uniformizar raciocínios, modos de pensar, cristalizando uma forma de apropriação das coisas exteriores num processo que é dirigido pelo professor, o representante naquela situação do legado das gerações precedentes, inclusive com seus valores e seus preconceitos. ( Valdemarin, 2004, p. 176)

 

         O método de ensino intuitivo difundiu-se no Brasil no final do século XIX e início do XX, fazendo parte das diversas propostas de reformas de ensino federais e estaduais. Suas diretrizes vigoraram no Brasil até meados da década de 1920. 

  http://www.histedbr.fe.unicamp.br/navegando/glossario.html





Dicionário online https://dicionario.priberam.org/designar
de·sig·nar - Conjugar
(latim designo, -are, marcar, traçar)
verbo transitivo
1. Indicar por meio de designação.
2. Fixar, determinar.
3. Nomear, escolher.
4. Servir de nome a.
Confrontar: dedignar.
Palavras relacionadas: designação, dedignar, denominar, designação, apelidar, indigitar, indicar.
"designar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/designar [consultado em 23-04-2020].

1º BIMESTRE - RESPOSTAS EXERCÍCIO DE 20 A 24 DE ABRIL

CDPEF 

Exercícios Semana de 20 de abril a 24 de abril



            1 - Baseando-se na leitura sobre os princípios pedagógicos propostos por Comênio, assinale com V as frases verdadeiras e com F as falsas:

       A)A educação deve começar na primavera da vida, isto é, na meninice. (     ) verdadeiro


       B)As conclusões sobre um problema devem ser enunciadas antes da exposição do assunto, ou seja, o professor deve dar a resposta, levar o aluno ao conhecimento da “conclusão” de situações problemas, antes mesmo de desenvolver a compreensão sobre o assunto (conteúdo). (     ) falso


      C)A educação deve dar saltos para que o aluno aprenda depressa. (Ou seja, não se importar com a capacidade e condições de cada aluno. Aprender depressa aqui é o reflexo do “não aprender”, pois para aprender é preciso tempo e disponibilizar uma série de experiências para vivenciar, experimentar, estudar... Até realmente compreender). (     ) falso


      D)A memorização deve anteceder à compreensão. Quer dizer que o aluno precisa primeira memorizar, guardar na memória, só depois ele irá aprender. (     ) falso


      E)O ensino deve partir do caso geral para as estruturas particulares. (     ) verdadeiro

       F)A mente do estudante deve ser preparada para o aprendizado. Não se deve ensinar aquilo que está além da capacidade de percepção do educando. (     ) verdadeiro
 
     G)É preciso cultivar no estudante o desejo de aprender. Aprender é um ato interno, no sentido de que, o aluno com interesse, se sentindo desafiado, envolvido terá uima postura muito mais satisfatória e apropriada ao aprendizado. (     ) verdadeiro






             2 -  Assinale com x as frases que correspondem ao pensamento de Rousseau:

            (   X  ) O soberano deveria conduzir o estado segundo a vontade geral do seu povo.

            (  X   ) Defendia a igualdade de condições entre aqueles que, física e mentalmente, a natureza fez desiguais.

            (   X  ) Os erros cometidos pelos alunos devem ser encarados com naturalidade.

           (    X ) O mestre não deve solucionar os problemas, mas despertar no aluno condições para que ele os solucione por si próprio.

            (     ) O mestre deve impor às crianças os seus conceitos e padrões.



            3 – Assinale com um x as frases que correspondem ao pensamento educacional de Pestalozzi:

     A)O método de seu ensino baseava-se no processo indutivo e método intuitivo. (  x   )

     B)As atividades dos alunos deviam se iniciar com o conhecimento dos objetos simples até chegar aos mais complexos. (  x   )


COMENTÁRIOS/ EXPLICAÇÃO
Letra A _ verdadeiro. Comênio defendia a ideia de que a educação é um processo que se inicia desde cedo, mas nunca entendendo a criança como um adulto em miniatura. Comênio respeitava e valorizava a infância.

B - Falsa. Se o professor der a resposta, antes mesmo de desenvolver o conteúdo, o problema em si, o aluno não terá a oportunidade de aprender, de compreender... Ele vai apenas memorizar a resposta, mas sem entender nada. É preciso que o aluno tenha confiança em si, seja curioso, seja desafiado a buscar a resposta, tente solucionar as questões com a orientação do professor, mas nunca, o professor deve dar a resposta antes disso.
A aprendizagem é um processo, cada um tem um tempo para aprender. O professor deve orientar, dar as condições, acompanhar esse processo explicando, corrigindo, mostrar as soluções mas sempre permitindo ao aluno caminhar e buscar

C - Falsa. Não! A educação não dá saltos. Cada aluno tem um ritmo de aprendizagem. Por exemplo, você pode ter facilidade para dançar, se entrar em uma aula de dança, terá facilidade e aprenderá rápido. Outra pessoa, não. Mas ela também tem facilidade, competência para, por exemplo, pintar, desenhar.. São capacidades diferentes, ritmos diferentes... Para aprender precisamos nos dedicar, experimentar, conhecer...

Letra D - Falsa memorização deve ocorrer após a compreensão. Quando só memorizamos, mas não entendemos, esquecemos.

Letra E - Verdadeira. Comênio defendia a ideia de que tendo um olhar sobre o todo, compreende-se melhor o conteúdo.

Letra f - Verdadeira
Não se pode ensinar aquilo que o aluno ainda não tem condições de saber. Aprender é um processo. Exemplo, não posso ensinar equação para uma criança da Educação Infantil.

Letra G - Verdadeira
Precisamos criar estratégias que desafiem o aluno, que desperte nele o interesse por descobrir, pesquisar, aprender... Por isso, desde pequenas, as crianças devem ser estimuladas a observar, explorar o meio etc.

Questão 2 - As três primeiras devem ser marcadas.
Rousseau era contra a ideia de que o Rei tinha o poder absoluto, pois o povo também era parte do reino, merecia ter voz. Para ele, todos eram iguais, não deveria haver privilégios para a monarquia.
Ele compreendia o erro como algo natural no processo de aprendizagem, o que naquela época era visto como algo negativo.

Questão 3 - As duas questões devem ser marcadas.
Pestalozzi usava o método intuitivo, esse intuir vem de olhar, ver... Explorar o meio. Antes, a visão do processo de ensino era uma visão onde o aluno só deveria memorizar os conceitos, aprender de forma abstrata. Pestalozzi defende a ideia de que é preciso fazer, experimentar, utilizar os sentidos para aprender, compreender.

terça-feira, 10 de março de 2020

1ºBIMESTRE - DIDÁTICA - INFLUÊNCIAS RELEVANTES ROUSSEAU


JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712 A 1778)
  Canal youtube Conhecimentos Pedagógicos

FONTE: LIVRO FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO. HISTÓRIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO. AUTORES: GILBERTO COTRIM E MÁRIO PARISI. EDITORA SARAIVA.

NASCEU NA SUÍÇA. SUA FAMÍLIA ERA CALVINISTA, CONVERTENDO-SE AO CATOLICISMO AOS 16 ANOS. ANTES DE COMPLETAR OS SEUS ESTUDOS NUM SEMINÁRIO DA ORDEM DOS LÁZAROS, ABANDONOU-OS, ESTABELECENDO-SE EM LAUSEANNE, COMO PROFESSOR DE MÚSICA.

EM 1742, TRANSFERIU-SE PARA A FRANÇA, ONDE ESCREVEU VÁRIAS OBRAS, ENTRETANTO, SOMENTE EM 1762 PUBLICOU SUA OBRA-PRIMA CONTRATO SOCIAL, QUE SERVIU DE INSPIRAÇÃO PARA A REVOLUÇÃO FRANCESA; EM SEGUIDA, UMA OUTRA OBRA, EMÍLIO, LONGO ESTUDO SOBRE A EDUCAÇÃO, EM FORMA DE ROMANCE.

COM SEU AUDACIOSO PENSAMENTO REVOLUCIONÁRIO FEZ MUITOS INIMIGOS, DENTRE OS QUAIS, O PRIMEIRO MINISTRO CHOISEAUL E ALGUNS FILÓSOFOS, DOS QUAIS SE DESTACA VOLTAIRE.O PARLAMENTO FRANCÊS CONDENOU SUAS OBRAS À FOGUEIRA E ELE À PRISÃO. FUGIU EXILANDO-SE NA SUÍÇA. SUAS OBRAS FORAM QUEIMADAS, MAS SUAS IDEIAS RESISTIRAM AO FOGO, PROPAGANDO-SE AINDA MAIS.

ROUSSEAU COMBATEU O ABSOLUTISMO MONÁRQUICO E O USO DA FORÇA PELO SOBERANO PARA MANTER O PODER.

 VALORIZOU A CRIANÇA NO PROCESSO DE ENSINO. DEFENDEU O ENSINO BASEADO NAS NECESSIDADES E INTERESSES DA CRIANÇA. NÃO ESCREVEU UMA TEORIA, MAS SUAS IDEAIS INFLUENCIARAM MUITO A DIDÁTICA:

PARTINDO DO PRINCÍPIO QUE O HOMEM É BOM NO SEU ESTADO NATURAL, DEFENDIA QUE O PAPEL DO EDUCADOR É AFASTAR A CRIANÇA DOS VÍDEOS DA SOCIEDADE, PERMITINDO-LHE DESABROCHAR, ESPONTANEAMENTE, SUAS POTENCIALIDADES INATAS.

CABE AO MESTRE DESENVOLVER A CURIOSIDADE NO EDUCANDO PARA QUE POR SI PRÓPRIO ELE ATINJA A SABEDORIA, APRENDIZAGEM.




OS ERROS NESTE PROCESSO DE APRENDIZAGEM, ONDE A CRIANÇA ESTÁ CONSTRUINDO O SEU ENTENDIMENTO, NÃO DEVEM SER VISTOS COMO UM PECADO MORTAL. PARA ELE, O ENSAIO E ERRO QUE OCORRE DURANTE A APRENDIZAGEM É ALGO NATURAL.






 meuip.co


ROUSSEAU 1712 – 1778 VALORIZOU A CRIANÇA NO PROCESSO DE ENSINO. DEFENDEU O ENSINO BASEADO NAS NECESSIDADES E INTERESSES DA CRIANÇA. NÃO ESCREVEU UMA TEORIA, MAS SUAS IDEAIS INFLUENCIARAM MUITO A DIDÁTICA.meuip.co
ROUSSEAU 1712 – 1778 VALORIZOU A CRIANÇA NO PROCESSO DE ENSINO. DEFENDEU O ENSINO BASEADO NAS NECESSIDADES E INTERESSES DA CRIANÇA. NÃO ESCREVEU UMA TEORIA, MAS SUAS IDEAIS INFLUENCIARAM MUITO A DIDÁTICA.meuip.co

1ºBIMESTRE - DIDÁTICA - INFLUÊNCIAS RELEVANTE COMÊNIO


 DIDÁTICA -INFLUÊNCIAS RELEVANTES
INTRODUÇÃO

Se a Didática é a arte de ensinar, seu surgimento está ligado ao ensino, ao ato de ensinar. Esse ato de ensinar foi se desenvolvendo na sociedade, assim como o desenvolvimento desta mesma sociedade, o desenvolvimento da produção e o desenvolvimento das ciências.
Mas comunidades primitivas, os jovens precisavam passar por rituais de iniciação para ingressarem no mundo dos adultos. Podemos considerar, segundo Libâneo, essa forma de ingresso como uma ação pedagógica, embora não esteja presente neste caso a ação propriamente didática como forma estruturada do ensino. 
Na antiguidade, gregos e romanos desenvolviam formas de ação pedagógicas em mosteiros, igrejas, universidades... Mas só no século XVII que surge a Didática com COMÊNIO, ou seja, que se estuda a forma de ensinar, esse como fazer.

Se antes nas comunidades primitivas, na Idade Média e na Antiguidade as atividades de aprendizagem eram espontâneas, com a Didática surge a sistematização do ato de ensinar.
 Canal youtube Conhecimentos Pedagógicos


JOÃO AMÓS COMÊNIO 1592-1670 (JAN AMOS COMENIUS)
 
COMÊNIO 1592 – 1670 FOI O MAIOR EDUCADOR DO SÉC. XVII, UM HOMEM DE FORMAÇÃO RELIGIOSA, MAS QUE VALORIZAVA O ESPÍRITO CIENTÍFICO DE SUA ÉPOCA. PROCUROU DESENVOLVER UM SISTEMA EDUCACIONAL NO QUAL O EDUCANDO, DE POSSE DO SABER CIENTÍFICO, FOSSE LEVADO AO APRIMORAMENTO DE SUAS QUALIDADES MORAIS. SEU OBJETIVO ERA PREPARAR O INDIVÍDUO PARA A VIDA E NÃO APENAS PARA O DESEMPENHO DE UMA PROFISSÃO. NA SUA OBRA DIDÁTICA GERAL, COMÊNIO ENUNCIOU ALGUNS PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA A EDUCAÇÃO. ALGUNS PRINCÍPIOS:

 A APRENDIZAGEM DEVE AVANÇAR GRADATIVAMENTE
OS EXEMPLOS DEVEM PRECEDER ÀS REGRAS.
O ENSINO DEVE PARTIR DO UNIVERSAL PARA O PARCIAL
PRIMEIRO DEVE-SE COMPREENDER PARA DEPOIS MEMORIZAR
O OBJETIVO DA APRENDIZAGEM É APONTAR CAMINHOS E NÃO LABIRINTOS

FONTE LIVRO FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO. HISTÓRIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO. AUTORES GILBERTO COTRIM E MÁRIO PARISI. EDITORA SARAIVA.

CONSIDERADO PAI DA DIDÁTICA. OBRA CLÁSSICA DIDÁTICA MAGNA. DEFENDEU A EDUCAÇÃO COMO DIREITO DE TODOS (HOMENS, MULHERES, RICOS,  POBRES). PRECURSOR DO LIVRO DIDÁTICO.


COMENIUS 1592 – 1670 CONSIDERADO PAI DA DIDÁTICA. OBRA CLÁSSICA DIDÁTICA MAGNA. DEFENDEU A EDUCAÇÃO COMO DIREITO DE TODOS (HOMENS MULHRES RICOS POBRES). PRECURSOR DO LIVRO DIDÁTICO.meuip.co
COMENIUS 1592 – 1670 CONSIDERADO PAI DA DIDÁTICA. OBRA CLÁSSICA DIDÁTICA MAGNA. DEFENDEU A EDUCAÇÃO COMO DIREITO DE TODOS (HOMENS MULHRES RICOS POBRES). PRECURSOR DO LIVRO DIDÁTICO.meuip.co
COMENIUS 1592 – 1670 CONSIDERADO PAI DA DIDÁTICA. OBRA CLÁSSICA DIDÁTICA MAGNA. DEFENDEU A EDUCAÇÃO COMO DIREITO DE TODOS (HOMENS MULHRES RICOS POBRES). PRECURSOR DO LIVRO DIDÁTICO.meuip.co
COMENIUS 1592 – 1670 CONSIDERADO PAI DA DIDÁTICA. OBRA CLÁSSICA DIDÁTICA MAGNA. DEFENDEU A EDUCAÇÃO COMO DIREITO DE TODOS (HOMENS MULHRES RICOS POBRES). PRECURSOR DO LIVRO DIDÁTICO.meuip.co

1º BIMESTRE - EXERCÍCIO FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO PROFESSOR, EXERCÍCIO PRÁTICA EDUCATIVA, PEDAGÓGICA E DIDÁTICA

Exercícios

1 - Há três aspectos muito importantes para a formação do educador. Complete o quadro conforme solicitado:

Formação do Educador
Três aspectos importantes
A formação ______________________
A formação
_____________________
A formação
____________________
Conhecimento sobre a disciplina que irá lecionar, ensinar.
Formação da Base Comum.
A metodologia adequada, procedimentos...
Formação Específica. Exemplo Didática - CDPEF, CDPEI etc.
Ambiente – sala de aula/ ambiente cultural.
Formação no curso através de disciplinas como PPIP, Laboratórios...



(técnica/ prática/ teórico-científica)


2 – Marque C para CERTO e E para ERRADO:


A)      A atividade educativa acontece nas mais variadas esferas da vida social. ______

B)      A didática é uma disciplina técnica que tem como objeto específico a técnica de ensino (ensino e aprendizagem). _________

C)     A Pedagogia sendo ciência da e para a educação, estuda a educação, a instrução e o ensino. _______


3 - Responda
a) Segundo o texto quais são os objetos de estudo da Pedagogia?
b) Descreva o caráter pedagógica da prática educativa:
c) Conceitue ensino.
d) Conceitue didática com suas palavras.
e) Quais os ramos de estudo que contribuem com os estudos e pesquisas realizadas pela Pedagogia?


4 – Correlacione:

(1)    Didática
(2)   Pedagogia
(3)    Educação
(4)    Educação Escolar
(5)    Ensino
Campo de conhecimento que investiga a natureza das finalidades da educação numa determinada sociedade, bem como os meios apropriados para a formação dos indivíduos, tendo em vista prepará-los para as tarefas da vida social.
 (     )
Acontece nas mais variadas esferas da vida social (nas famílias, nos grupos sociais, nas instituições educacionais ou assistenciais, nas associações profissionais, sindicais e comunitárias, nas igrejas, nas empresas, nos meios de comunicação em massa etc.). e assume diferentes formas de organização.
(     )
 É o principal ramo de estudos da Pedagogia. Ela investiga os fundamentos, condições e modos de realização da instrução e do ensino. (     )
Corresponde a ações, meios e condições para realização da instrução; contém, pois, a instrução.
(     )
Refere à formação intelectual, formação e desenvolvimento das capacidades cognoscitivas mediante o domínio de certo nível de conhecimentos sistematizados.
(     )